
Viajar Sozinha com Segurança: 10 Conselhos que Toda Mulher Precisa Saber
Está planejando viajar sozinha? Então se prepare com essas 10 dicas de segurança para viajar sozinha. Garanto que, aplicando essas 10 dicas, você vai se sentir muito mais tranquila e confiante para curtir sua viagem. Com escolhas inteligentes e alguns cuidados, dá para aproveitar tudo sem medo!
Se você, assim como eu, foi criada em um ambiente onde a criminalidade era crescente, sabe que além de cuidados básicos com roubos e furtos, a mulher tem que estar atenta a outros tipos de más intenções. Por isso demorou um certo tempo para que eu tivesse a confiança e o desejo de viajar sozinha. Hoje já fiz algumas viagens sozinha e outras com amigas, e posso garantir: algumas dicas são indispensáveis para que você aproveite melhor o seu tempo e evite preocupações desnecessárias.
1. Escolha bem o destino e adapte a viagem ao seu estilo
A diferença cultural pode, sim, ser um desafio. Países como Egito e Marrocos, por exemplo, não são os mais recomendados para mulheres viajando sozinhas, especialmente se for sua primeira vez fora. Nesses casos, o ideal é contratar excursões em grupo ou viajar acompanhada.
Eu recomendo que vá primeiro para cidades grandes e onde saiba falar o idioma se tiver algum imprevisto.

Se o foco é a Europa, alguns países também merecem atenção: Turquia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Romênia e Bulgária têm áreas turísticas bem tranquilas, mas ainda apresentam um certo machismo enraizado em regiões menos visitadas. Você pode enfrentar olhares insistentes, perguntas invasivas e dificuldade na comunicação — o inglês nem sempre é amplamente falado.
Isso não quer dizer que você não possa viajar sozinha e visitar esses destinos. Mas, se for, opte por áreas mais turísticas, planeje bem e redobre os cuidados.
Minha dica: convide uma amiga para te acompanhar e pesquise bastante o destino para garantir uma hospedagem segura, bem avaliada e em áreas movimentadas.
Países como Portugal, Irlanda, Islândia, os Países Nórdicos (Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia), Áustria, Eslovênia, Suíça e Holanda são considerados mais seguros e estruturados para quem viaja sozinha — principalmente se for sua primeira aventura solo.
Locais a que eu fui viajar sozinha foram Porto, Sevilha, Madrid, Liverpool, Bratislava e Nova York.
2. Escolha bem onde vai se hospedar
Aqui no blog já escrevi um post com 5 dicas para evitar problemas com a hospedagem , especialmente se você estiver viajando sozinha — vale dar uma olhadinha antes de reservar.
Para mulheres, é fundamental escolher hospedagens com boas avaliações, bem localizadas, próximas ao transporte público e em bairros movimentados e seguros.
Outra dica: hostels com quartos exclusivamente femininos. O ambiente costuma ser mais tranquilo, acolhedor e ainda facilita fazer amizades com outras viajantes.
Minhas experiências com hostels femininos na Europa foram ótimas! Para reservar com segurança e praticidade, recomendo o Booking.com — é confiável e fácil de usar.
Se for a sua primeira viagem sozinha, não necessariamente você vai querer ficar em Hostel, pode ser que queira um hotel para ficar mais tranquila para dormir, no entanto, hostels também são uma opção interessante se quiser fazer amizade.
Dica extra: Procure chegar na sua acomodação ainda de dia, tudo no período da noite pode ficar mais difícil. Se o quarto não estiver bom, se for suspeito o local para você dormir, você não tem que ficar no local, você consegue arranjar outro local. No entanto, se já for muito de noite, vai ser difícil conseguir outro local.
3. Cuidado ao sair à noite sozinha
Toda mulher sabe que é importante ter cuidado com bebidas e festas — nunca aceite drinks de desconhecidos. Mas, sozinha e em um país novo, a atenção deve ser redobrada.
Mesmo que a criminalidade seja baixa em muitos países europeus, à noite tudo parece mais intenso. O GPS pode te mandar por ruas vazias, ou você pode acabar em transportes públicos desconfortáveis.
Se for sair à noite, prefira rotas bem iluminadas e movimentadas para voltar à hospedagem.

Exemplo real: quando estive na Bélgica, fiquei hospedada em um hostel feminino super bem localizado. Mas, ao voltar à noite de um bate-volta a Bruges e Ghent, o bairro estava cheio de bares frequentados apenas por homens. Os olhares foram intensos, e até nos abordaram. Nada aconteceu, mas a sensação de insegurança foi real.
Descobrimos depois que era um bairro com maioria de imigrantes turcos, onde as mulheres locais costumam sair cobertas. O choque cultural era evidente.
Moral da história: preste atenção ao entorno, à mudança de clima do bairro entre o dia e a noite e entre rapidamente em um local seguro se algo parecer estranho.
Quer ver mais sobre Bruges e Ghent? Acesse aqui e conheça essas cidades lindas da Bélgica comigo
4. Use apps de localização e segurança
Um dos meus maiores prazeres de viajar sozinha é se perder pelas ruelas encantadoras. Mas, para isso ser seguro, é essencial ter acesso à localização em tempo real.
O Google Maps é seu melhor amigo! Baixe o mapa offline da cidade e marque pontos importantes, como sua hospedagem.

Recomendo também o uso da Airalo, que oferece eSIMs fáceis de instalar — você ativa no Wi-Fi do aeroporto ou hotel e já sai conectada, sem precisar trocar o chip físico.
Entenda como funciona e ganhe seu desconto aqui!
Quer saber como baixar mapas offline? Me conta nos comentários que eu te ajudo!
Aliás… você já se perdeu em alguma viagem? Me conta essa história!
5. Faça amizades, mas evite compartilhar demais
Viajar sozinha não significa ficar isolada. Hostels, cafés e city tours são ótimos lugares para conhecer gente nova!
Mas, atenção: não compartilhe demais com desconhecidos. Evite dizer que está sozinha, onde está hospedada ou seus planos detalhados. Pequenas informações podem ser mal utilizadas por pessoas mal-intencionadas.
Lembro de uma vez em que fiquei em um hostel no Porto. Logo pela manhã, enquanto tomava café, conheci um senhor muito simpático. Ele me contou que faria o Caminho de Santiago e explicou como funcionava — foi superinteressante, porque eu sabia pouco sobre o assunto. Ele também me ajudou a encontrar algumas coisas no hostel, já que estava lá há mais tempo.
Durante a conversa, ele fez algumas perguntas sobre mim. Como ainda era uma das minhas primeiras experiências em hostel, confesso que fiquei um pouco insegura. Disse que estava apenas visitando a cidade, mas, quando ele perguntou sobre os meus planos, desviei o assunto dizendo que estava atrasada para encontrar um amigo. Não era verdade — eu estava sozinha e não conhecia ninguém ali — mas me senti mais segura dessa forma, pois deixei claro que, mesmo sozinha naquele momento, havia alguém me esperando.
Você já deve ter ouvido histórias assustadoras em que tudo acabou mal. Então, se for aceitar um convite, que seja para locais públicos, com bastante movimento. Por exemplo: não conheça alguém no hostel e vá fazer uma trilha isolada no dia seguinte sem estar acompanhada por alguém de confiança.
6. Siga sua intuição: ela sabe das coisas
Essa dica tem tudo a ver com a anterior: se algo parecer estranho, desconfortável ou fora do lugar, confie em você.

Mesmo que pareça exagero, saia de perto. Dizer “não”, mudar de planos ou até parecer “rude” é totalmente aceitável quando o assunto é a sua segurança e bem-estar. Você está fazendo essa viagem sozinha para curtir a sua própria companhia, se reconectar, se entender melhor — e isso inclui respeitar seus limites.
Como já dizem os mais velhos: “antes só do que mal acompanhada”, né?
Aliás… já passou pela experiência de viajar com alguém e tudo acabar em estresse ou desastre? E aí bate aquele pensamento: “Poxa, se eu tivesse vindo sozinha, teria aproveitado muito mais”? Pois é — viajar sozinha também é escolher com quem vale a pena dividir o seu tempo. E, às vezes, a melhor companhia é você mesma.
7. Aprenda algumas palavras do idioma local
Saber dizer “olá”, “obrigada”, “socorro” ou “onde fica…” no idioma local pode te ajudar bastante — tanto para ser bem recebida quanto para sair de situações complicadas.
Na minha primeira vez em Paris, me perdi voltando da acomodação. O GPS não funcionava e eu não falava uma palavra em francês. Foi uma viagem não planejada, feita às pressas após mudarmos os planos por causa da pandemia. Tentei pedir informações, mas os locais não quiseram falar conosco — e eles não são obrigados mesmo.
Aprender algumas palavras do idioma local pode fazer toda a diferença.
Aliás, aprender com os erros dos outros também é uma ótima forma de se preparar para viajar sozinha. Veja aqui: Perrengues em Paris — Lições de uma Viagem Inesquecível.
8. Informe alguém de confiança sobre seus planos
Viajar sozinha não significa se isolar do mundo. Sempre que possível, avise amigos ou familiares sobre o seu roteiro, hospedagem e principais atividades do dia.
Se for fazer algo mais remoto (como trilhas ou visitar lugares pouco turísticos), compartilhe sua localização em tempo real com alguém de confiança pelo WhatsApp, iPhone (“Buscar”) ou outra ferramenta e tenha um guia conceituado.
Por falar em passeios, reserve atrações por meio de uma plataforma de confiança, que não vá te deixar na mão. Eu conheço e confio no GetYourGuide, uma plataforma que não me deixou na mão nem mesmo durante a pandemia de Covid. Confira diversas atrações aqui.
9. Tenha um plano B para emergências
Leve um pouco de dinheiro extra separado (em uma doleira ou bolso interno), além de cópias digitais dos seus documentos (no Google Drive ou e-mail, por exemplo).
Anote também os contatos da embaixada ou consulado brasileiro no país visitado — ninguém quer precisar, mas são informações preciosas.

E se você estiver vindo de fora da Europa, faça um seguro viagem! Pode parecer gasto desnecessário, mas ele salva sua viagem (e seu bolso).
Para quem mora na Europa, recomendo ter o Cartão Europeu de Seguro de Doença (EHIC), que permite atendimento médico com os mesmos custos e condições dos residentes locais.
10. Valorize sua liberdade, mas conheça seus limites
Viajar sozinha é uma experiência transformadora. É você com o mundo, no seu tempo, com suas escolhas. Mas também é uma jornada de autoconhecimento.
Você vai perceber o que gosta, o que te deixa desconfortável e até onde consegue ir sozinha. Respeite seu ritmo, diga “não” quando quiser, tire um tempo para descansar.
Nem toda viagem precisa ser cheia de atividades. Às vezes, um café numa praça tranquila já é o momento mais especial da viagem.
Estar sozinha não é desvantagem — é uma chance de viver o mundo com a sua própria lente. E isso vale ouro.

Conclusão: Liberdade também é saber se cuidar
Viajar sozinha não é só um ato de coragem — é um ato de conexão. Com o mundo, com suas vontades, com sua liberdade.
Se sentir segura faz parte dessa experiência. Cuide de si, respeite seus limites e, acima de tudo, não abra mão do prazer de descobrir o mundo no seu próprio ritmo.
Já viajou sozinha ou está se preparando para a sua primeira vez?
Se precisa de coragem, conte comigo: escrevi aqui sobre como é importante (e maravilhoso!) dar esse passo.
Me conta nos comentários: o que te faz se sentir mais segura — ou o que ainda te impede de viajar sozinha? Vamos trocar experiências e apoiar umas às outras!
Perguntas Frequentes
1. Quais são os melhores lugares para viajar sozinha na Europa?
Os melhores destinos para mulheres que viajam sozinhas são aqueles com boa infraestrutura, segurança e transporte eficiente. Países como Portugal, Irlanda, Islândia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Áustria, Suíça, Eslovênia e Holanda são ótimas opções.
Eu já viajei sozinha para Lisboa, Porto, Sevilha, Madrid, Liverpool, Bratislava e Nova York. Para a sua primeira viagem solo, recomendo Sevilha ou Liverpool — ambas são cidades acolhedoras, seguras e fáceis de explorar. Tme roteiro completo aqui para os dois locais.
2.Como posso viajar sozinha com segurança?
A chave está no planejamento e na atenção aos detalhes. Escolha bem o destino e a hospedagem, evite sair sozinha à noite por locais desertos, compartilhe sua localização com alguém de confiança e confie na sua intuição. Use aplicativos de mapa offline (como o Google Maps) e mantenha cópias digitais dos seus documentos. E lembre-se: dizer “não” ou mudar de planos é totalmente aceitável se algo parecer estranho.
3. Quais são as dicas para viajar sozinha pela primeira vez?
Se for a sua primeira viagem solo, comece por países seguros e bem estruturados, onde você consiga se comunicar com facilidade. Reserve uma hospedagem bem avaliada e central, chegue durante o dia, aprenda algumas palavras do idioma local e mantenha um roteiro simples e flexível.
Hostels femininos são ótimos para conhecer outras viajantes, mas, se preferir mais privacidade, opte por um hotel tranquilo. O mais importante é ir com calma — cada passo traz mais confiança.
Se estiver com muito receio, uma boa ideia é começar fazendo uma conexão curta antes de seguir para o destino final. Por exemplo: se estiver indo para Londres com uma amiga, você pode ir um dia antes para Liverpool e, no dia seguinte, encontrá-la lá. Assim, você já vivencia a experiência de estar sozinha por um tempo, mas com a segurança de saber que logo terá companhia.
4. Quais são os países menos seguros para mulheres viajarem sozinhas?
De forma geral, destinos com diferenças culturais muito marcantes podem exigir mais cuidado, especialmente para mulheres desacompanhadas. Países como Egito, Marrocos, Turquia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Romênia e Bulgária têm regiões turísticas seguras, mas também áreas onde o machismo e a falta de comunicação em inglês podem gerar desconforto. Isso não significa que você não possa visitá-los — apenas planeje bem, evite áreas isoladas e, se possível, vá acompanhada ou em excursões.
5. Como vencer o medo de viajar sozinha?
Para a maioria das mulheres, o medo de viajar sozinha é completamente normal — principalmente se for a primeira vez. A verdade é que ele não desaparece de um dia para o outro, mas vai diminuindo à medida que você se prepara e dá os primeiros passos. Foi exatamente o que aconteceu comigo, e contei mais sobre essa experiência neste post aqui.
Comece planejando bem: pesquise sobre o destino, leia relatos de outras mulheres que viajaram sozinhas. Isso ajuda a transformar o medo do desconhecido em curiosidade e segurança.
Outra dica é começar aos poucos. Faça um passeio de um dia sozinha, um fim de semana em uma cidade próxima ou, como eu costumo dizer, uma “viagem-teste”. Assim, você ganha confiança e percebe que é perfeitamente capaz de se virar sozinha.
Por fim, cuide da sua segurança, mas não deixe que a preocupação te impeça de viver algo que pode ser transformador. Viajar sozinha é uma forma de se reconectar com quem você é — e pode te ajudar muito na sua jornada de autoconhecimento. 🌍✨


